Confiança e autenticidade vão de mãos dadas

Confiança e autenticidade vão de mãos dadas

  1. Pensem comigo e digam se confiança e autenticidade não vão de mãos dadas: não é verdade que a desconfiança obstrói a autenticidade? E que, inversamente, a autenticidade gera confiança nas relações pessoais? Por isso, se o habitat da felicidade é a confiança, a autenticidade constitui o primeiro combate para sermos felizes na vida em família.
  2. O desafio é arriscar a apresentar-nos como somos e deixar transparecer o que realmente nos vai na alma, vencendo o receio de sermos mal compreendidos ou de desgostar os outros. Mas há mais: antes de abrir a minha intimidade (revelar o que eu penso, sinto e quero), existe o desafio de me assumir: o que é que eu verdadeiramente penso, sinto e quero? No fundo são dois desafios, de equivalente envergadura: o desafio de ser sincero com os outros, que deve ser precedido pelo desafio de ser sincero comigo próprio.
  3. Claro que autenticidade não significa despudor, não tem que ser ofensiva. Há maneiras e maneiras de vivermos a autenticidade. Uma boa prática é sabermos pedir um tempo para pensar quando ainda não temos uma opinião formada; e existem fórmulas delicadas de expressar as opiniões pessoais que devemos aprender.