Já pensaram no risco de confundir unidade com uniformidade familiar?

Já pensaram no risco de confundir unidade com uniformidade familiar?

  1. Todos valorizamos a unidade como condição de uma família feliz: unidade afetiva e efetiva, que dê segurança e conforto à relação. Mas já pensaram no risco de confundir unidade com uniformidade familiar?
  2. Na nossa sociedade livre e democrática, talvez ninguém negue o valor do pluralismo, mas na prática pode ser incómodo perceber que há em casa quem discorde de nós. Verdade? Devemos, pois, estar alerta para que a perceção dessa dissonância não seja fator de perturbação.
  3. Unidade na diversidade. Pense nas notas agudas e graves que compõem a melodia; pense nos dois ponteiros do relógio, nas duas asas da águia, nos remos do barqueiro. São imagens de como a diversidade enriquece a unidade. O oposto é a uniformidade que o tirano impõe, ainda que o silêncio dos outros (por submissão? por indiferença?) possa aparentar, falsamente, bonança e harmonia. Bem pode haver pessoas que, vivendo sob um mesmo teto, sejam tristes solitários. Que grande desafio é aprender a viver juntos! Espero explorar esta aprendizagem nos próximos textos.