A confiança é espontânea ou cultiva-se?

A confiança é espontânea ou cultiva-se?

  1. Acredito que o habitat da felicidade é a confiança. O estado habitual de felicidade vive da confiança em sermos compreendidos, respeitados, confortados e impulsionados por quem nos rodeia, mesmo que discordem de nós. E qual é a génese da confiança? É espontânea ou cultiva-se?
  2. A confiança talvez possa surgir espontaneamente. Há pessoas naturalmente mais desconfiadas que outras, como há pessoas que inspiram logo mais confiança que outras. Seja como for, essa confiança inicial pode ser protegida e crescer com o tempo; como pode diminuir e morrer. E se não se sabe como é que se ganha a confiança, importa pelo menos saber bem como se perde.
  3. Confiar significa ter fé, acreditar no que não se vê. Seja espontaneamente ou não, quando confiamos em alguém estamos a passar um cheque em branco. Quem confia, arrisca, verdade? É natural, por isso, que a confiança venha a encontrar forças de bloqueio (receios? medos?) que deveremos combater. Será um combate amoroso, pois é o amor que nos convida a confiar, mas é um combate. E um combate que não cessa! Aliás, ao certo são três combates que tenciono descrever nos próximos textos.