Vida de Família (1)

É importante para si a vida em família? Isto é para si

  1. Falemos da família. É tão bom chegar a casa e sentirmo-nos seguros e rodeados do carinho e da compreensão dos nossos, não é? Imagino que essa seja, para muitos, a família dos seus sonhos. Certo? Mas, como é na realidade? Claro… sempre haverá qualquer coisinha menos agradável, mas… está satisfeito com a sua vida em família?
  2. Sinceramente, espero que sim e dou-lhe os parabéns, porque não é fácil. Não, não é nada fácil! Certamente conhece, como eu, pessoas que sofrem (e sofrem muito!) na sua vida familiar. De qualquer modo, todos ganhamos em parar e avaliar a saúde das nossas relações.
  3. Foi nesse sentido que preparei vinte pequenos textos que resumem grandes lições que fui aprendendo em 35 anos de estudo e de experiência na orientação de dezenas e dezenas de pessoas. Não é receituário tipo «autoajuda», mas uma proposta reflexiva, de inspiração filosófica, para que cada um, assim pensando, faça as inferências práticas que bem entenda e por essa via, venha a cultivar a felicidade da sua família.

CONSULTAS DE ORIENTAÇÃO DA APRENDIZAGEM

CONSULTAS DE ORIENTAÇÃO DA APRENDIZAGEM

Faz sentido recorrer a uma consulta de orientação da aprendizagem? Sim e é facilmente compreensível pela diversidade de fatores (internos do aluno e exteriores ou ambientais) que podem ajudar ou perturbar o processo de aprendizagem.

A aprendizagem depende da motivação, do modo como se aprende e das qualidades de cada um. Pode haver falta de bases, de método de estudo ou de empenho. A consulta de orientação da aprendizagem ajuda os encarregados de educação a decidir o tipo de apoio mais adequado para cada criança ou jovem.

Ah! E não interessa apenas nos casos de insucesso, pois a todos convém aumentar a sua capacidade de aprender: não se conforme com menos quem pode dar mais!

O VALOR DO PROFISSIONALISMO

O VALOR DO PROFISSIONALISMO

Podemos aceitar com naturalidade que uma organização assuma o «profissionalismo» como um valor diferenciador. Mas, ao certo e na prática o que é que significa?

Uma explicação nominal vem dada nos dicionários: «profissionalismo» é o conjunto de características que compõe um profissional». E podemos completar essa definição recorrendo a sinónimos de «profissional»: Técnico, Perito, Especialista, Experto, Conhecedor, Competente…. Mas não há qualquer diferença entre o «profissional» e o «amador» que igualmente seja perito, conhecedor e competente?

A Sociologia das profissões pode dizer-nos que o profissional se diferencia do amador porque o profissional tem, além do conhecimento, a autoridade e jurisdição exclusiva para aplicar aquele conhecimento. Todos podemos saber muito de futebol e ter jeito para treinar equipas, mas só é treinador profissional quem, além do conhecimento, tem o título exclusivo que o «certifica» (Rodrigues, 2002, p. 20 e p. 40)[1] para exercer com autonomia aquela atividade. Mas, será que o diploma profissional garante o profissionalismo de todos os profissionais? Não é costume queixarmo-nos por vezes de profissionais com pouco profissionalismo? Se ser profissional não garante o profissionalismo, a questão inicial ainda permanece: o que é que ao certo e na prática significa o valor do «profissionalismo»?

Podemos encontrar uma pista do que seja o valor do profissionalismo nos atributos a que Maria de Lurdes Rodrigues alude no livro antes citado (Rodrigues, 2002): saber, fazer, ajudar. Assim, o profissionalismo exprime a qualidade do profissional que tem conhecimento e sabe fazer uso dele ao serviço daqueles a quem serve. Mas, como já se referiu, nada impede que um «amador» seja também capaz de pôr ao serviço dos outros esse mesmo conhecimento prático. A Sociologia das profissões diferencia o profissional pelo estatuto que um diploma lhe confere, mas o que nos diz a Ética das profissões? Qual é a característica diferenciadora do profissionalismo enquanto valor humano?

A resposta pode ser a seguinte: o compromisso! A Ética exige que o profissional garanta o melhor e mais atualizado conhecimento (Santin, 2012)[2] do serviço que presta. O amador, não. O amador é dispensado dessa contínua atualização. O amador faz como sabe, faz talvez como sempre fez e ninguém lhe pode exigir mais; ao profissional não se lhe perdoa que estagne no seu processo de contínua aprendizagem.

E porque nós vivemos numa sociedade em constante e acelerado desenvolvimento, a aprendizagem contínua ao longo da vida não é uma mera possibilidade do profissional; nem é de algum modo um luxo: a formação contínua é um dever ético de que nenhum profissional se pode esquivar.

[1] Rodrigues M. (2002). Sociologia das profissões. Oeiras: Celta Editora.

[2] Santin, S. (2012) “E Ética e as Profissões – Uma reflexão filosofante”. Texto produzido para o Congresso da FIEP/2012. Disponível em http://labomidia.ufsc.br/Santin/Filosofia/6.A_ETICA_E_AS_PROFISSOES-Uma_reflexao_filosofante.pdf